sexta-feira, 10 de junho de 2011

Homens & Mulheres no ambiente de trabalho - Celebrando as diferenças

*Por Lair Ribeiro

Durante muito tempo as relações entre homens e mulheres no ambiente de trabalham eram, no mínimo, hostis. Até hoje, muitas mulheres ainda recebem salários inferiores aos de homens que ocupam o mesmo cargo e reclamam do modo como são tratadas. Muitos homens, porém, garantem que não há preconceito contra a mulher no mundo coorporativo e que, quando incidentes dessa natureza acontecem, não raro são provocados pelas próprias mulheres, que apelam para o estigma do ”sexo frágil” em um cenário em que, agora, o que vale é a competência!
Os tempos de desconfiança e falta de respeito tendem, cada vez mais a ficar no passado. Hoje, empresas têm estimulado seus funcionários, homens e mulheres, a aprenderem com os benefícios que a diversidade pode proporcionar ao funcionamento do negócio, seja ele qual for.
O homem e a mulher têm características distintas, que, se utilizadas em conjunto, tornam-se armas muito mais potentes e eficazes do que se empregadas isoladamente, principalmente no que se refere ao caótico e competitivo mercado de trabalho. A mulher, por exemplo, é capaz de executar várias tarefas ao mesmo tempo e ainda se manter “antenada” no que ocorre ao seu redor. Se ouvir um colega do outro lado da sala dizer algo que lhe interessa, pode apostar que fará algum comentário, mesmo estando com a atenção comprometida com duas ou três atividades simultâneas. Enquanto isso, o homem trabalha com toda sua atenção focada em uma única tarefa, e ai daquele que o interromper.
A mulher, no seu papel de cuidar da segurança dos filhos, desenvolveu uma percepção aguçada para identificar alterações mínimas na aparência e no comportamento de outras pessoas, além de primar pela excelência nos resultados, pois, possuindo visão periférica, ela capta detalhes quase imperceptíveis ao homem, cuja visão é de longo alcance, porém tubular.
Para mostrar as diferenças entre homens e mulheres no ambiente de trabalho, podemos compará-los a computadores. A mulher é um modelo de última geração: multitarefas, com uma enorme capacidade de armazenamento de dados e memória otimizada, o que dá mais agilidade ao seu desempenho que, por natureza, já é ágil. O homem, por sua vez, só não é “monotarefa” porque não existe computador com tal especificação, mas é um modelo da primeira ou da segunda geração de máquinas, que costuma travar quando se tenta fazer duas coisas simultaneamente.
Características femininas, como falar muito ou ser mais sensível e levar tudo para o lado pessoal, faz alguns colegas se sentirem incomodados, principalmente se a conversa ultrapassar as fronteiras do negócio e for para o lado pessoal. Isso ocorre porque o homem usa a fala para comunicar fatos, enquanto as mulheres falam para se relacionar.
Os homens mantêm mais o foco em seus objetivos, são mais fechados e se atêm mais aos fatos, fazendo pouco uso de sua sensibilidade e intuição. Já a sensibilidade feminina ajuda a humanizar as relações de trabalho. Ainda assim, muitas mulheres se chateiam porque seus colegas as vêem primeiro como mulher e, depois, como profissional. Bem, isso é um fato! Não se pretende que o homem deixe de ver uma mulher ao olhar para uma ou vice-versa. Se a primeira coisa que enxergamos no outro é a aparência, não há porque pretender que colegas de trabalho ignorem isso. O homem e a mulher sempre se verão como realmente são, e a atração entre eles continuará a existir, seja em que ambiente for. O importante é que não se esqueçam da sinergia que poderão obter atuando em conjunto, pois, como suas características são complementares, sua produtividade, certamente, será maior trabalhando em parceria do que isoladamente.

"Os homens fazem as obras, mas as mulheres fazem os homens."
Romain Rolland

"Pedi demissão porque não gostava do ambiente da empresa"

*Por Max Gehringer, para radio CBN.

Tenho 20 anos", comecei a trabalhar aos 18 e tive dois empregos até agora. Fiquei dez meses no primeiro e oito meses no segundo. No primeiro, pedi demissão porque não via possibilidade de progresso profissional. E do segundo, saí porque fiquei decepcionado com a maneira como a empresa tratava os seus colaboradores, um ambiente frio, para dizer o mínimo. Estou há quatro meses buscando outro emprego, e tenho sido sincero quando os entrevistadores me perguntam porque eu saí dos empregos anteriores. Mas eu sinto que a minha sinceridade incomoda quem me entrevista. Resultado: não tenho conseguido nada."

Max G. responde;
 A reação de cada um depende da expectativa pessoal. Eu diria que quanto mais baixas forem as expectativas, melhor e mais rapidamente um profissional irá se adaptar a qualquer empresa. No seu caso em particular, você idealizou o que o mercado de trabalho deveria ou poderia ser.
A diferença entre idealização e vida prática é que empresas não contratam empregados para que eles tenham uma carreira de sucesso. Isso é a consequência. Empregados são contratados com a finalidade de executar tarefas bem definidas de curtíssimo prazo. Aqueles que fazem isso com mais eficiência, se destacam.
Já no tocante ao ambiente de trabalho, ele varia enormemente. Há empresas mais tradicionais, que você preferiu chamar de frias, e há outras mais liberais, tanto no traje quanto no relacionamento entre as pessoas.
Nas entrevistas que vem fazendo, você está, de certa forma, expressando o que uma empresa deveria fazer por você, quando o entrevistador está mais interessado em saber o que você poderia fazer pela empresa.
Não estou dizendo que você esteja errado. Estou apenas enfatizando o que você já descobriu. Que candidatos dispostos a aceitar o que a empresa é, têm mais chances de serem contratados.
Se você um dia considerar a possibilidade de vir a ter o seu próprio negócio, você entenderá melhor o que eu tentei explicar. Ao entrevistar os candidatos que irão trabalhar para você, será que você contrataria alguém que se comportasse na entrevista como você vem se comportando, ou você daria preferência aos candidatos que aceitassem os seus pontos de vista?

"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade."
Confúcio

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Começando a aprender

*Por Lair Ribeiro ( Palestrante internacional e autor, é médico com mestrado em Cardiologia)

Você já deve ter ouvido dizer que estamos neste mundo para aprender.
Mas aprender o quê?

O ser humano é pura energia, e energia prescinde de matéria física para existir. Então, se nós, que somos pura energia, nos encontramos na Terra com um corpo físico e dependendo de coisas materiais para viver, certamente é porque precisamos aprender a lidar com a matéria.
Antes disso, porém, é preciso acreditar no poder do invisível, pois energia é invisível. A energia elétrica, por exemplo, tem inúmeras manifestações, mas nenhuma matéria física. E você não duvida de que ela exista.
E é preciso entender, também, que a energia tem mais poder que a matéria. Enquanto não existe uma energia agindo sobre uma pedra, por exemplo, ela é só uma pedra. Ela só será capaz de atingir as águas de um lago se você a arremessar nele.
Existe um significativo componente metafísico (transpessoal e espiritual) na prosperidade. Não é por acaso que a Bíblia é o livro mais próspero de que se tem conhecimento. Além de ser o livro mais lido do mundo, um fenômeno editorial, o que por si só já a torna referencial de sucesso, na Bíblia também encontramos mais de 600 citações sobre prosperidade. Para ilustrar esse componente metafísico, nada melhor que o primeiro milagre de Cristo: a transformação da água em vinho pela sua intenção e pensamento divinos.
A mente pode controlar a matéria?
Sim, pode mas é preciso cautela. Às vezes, você pode achar que está lidando com algum aspecto metafísico do seu ser, quando, na verdade, está apenas diante de alguma apresentação distorcida da realidade que pode criar em você uma ilusão de poder e lhe dar falsas expectativas quanto ao seu potencial. Andar sobre brasas é um exemplo disso. O contraste das fagulhas incandescentes e do calor da brasa com o escuro e frio da noite tornam esse feito espetacular, mas isso é apenas uma metáfora.
Se você já andou sobre brasas, não pense que conseguirá suportar altas temperaturas com a mesma técnica. Você andou sobre brasas provenientes da queima de madeira, onde não havia chamas, mas fumaça, e a madeira desidratada possui conteúdo de calor relativamente baixo e condutividade mínima.
A condutividade do calor é relativa às propriedades físicas dos materiais. É por isso que, numa noite fria, você sente mais frio se pisar descalço em um piso de ladrilho do que num assoalho de madeira.
Andar em brasa de madeira fumegando, à noite, apesar de parecer espetacular, não é controle da mente sobre a matéria. É apenas a manifestação de uma lei física. Na noite de São João, nas famosas festas juninas do interior, é costume o caipira andar na brasa sem nenhum treinamento prévio. Apenas obedecendo às leis da física.
Isso não invalida o efeito psicológico causado pelo ato de caminhar na brasa. Se bem conduzida, essa metáfora pode promover mudança de crenças na pessoa, levando-a a acreditar mais no seu próprio potencial e na capacidade de superação de obstáculos que se sobreponham às suas metas.

"É comum perder-se o bom por querer o melhor."
William Shakespeare